DOENÇAS RESPIRATÓRIAS CRÔNICAS EM QUATRO MUNICÍPIOS PAULISTAS

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Páginas: 139

Edição: 1ª

Lançamento: 1994

Editora: Ecoforça

O objetivo geral deste trabalho foi o de avaliar a ocorrência das doenças respiratórias crônicas em algumas situações geográficas do Estado de São Paulo e suas possíveis correlações com as mudanças nas condições ambientais locais. Ele foi coordenado pela ONG ECOFORÇA- Pesquisa e Desenvolvimentoe contou com a participação do Departamento de Saúde Ambiental da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (FSP/USP), com o Laboratório de Poluição Atmosférica da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FM/USP), com o apoio do Centro Nacional de Pesquisa e Monitoramento por Satélite da Embrapa (Embrapa Monitoramento por Satélite), do Departamento de Ecologia Geral do Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo (IB/USP) e do “Núcleo de Ciências e Aplicações de Tecnologias Espaciais da Universidade de Campinas (NUCATE/UNICAMP).

A partir de uma amostragem aleatória simples, foram estudados 29,2 % dos postos de atendimento municipal de saúde de Campinas, 31,7% dos postos de São José dos Campos, 34% dos postos de Ribeirão Preto e 50% dos postos de Atibaia. O conjunto de prontuários existentes nesses postos representou uma população estatística de 171.177 prontuários, dos quais um total de 8.500 foram amostrados (5%). O tratamento estatístico dos dados diários de ocorrências de doenças respiratórias crônicas, levantados em cada prontuário, para o período de 1990 a 1992, indicou diferenças significativas entre os municípios: Ribeirão Preto com 1,58%; Atibaia com 1,80%; São José dos Campos com 4,27% e Campinas com 6,31%. A presença dos atendimentos a nível dos prontuários pôde ser expressa com um intervalo de confiança de 95% para cada município e apresentou um valor bem reduzido de erro associado às médias municipais. A incidência e os atendimentos manifestaram as mesmas tendências quantitativas. O cruzamento matemático-estatístico dos dados diários de temperatura com os dados diários de atendimentos permitiu evidenciar que, não só o nível de atendimentos, mas também o nível de risco de ocorrência de crises de doenças respiratórias, são idênticos em Atibaia e Ribeirão Preto. O controle desse fenômeno ainda é essencialmente devido às flutuações da temperatura e outros fatores ambientais não apresentaram nível de significância. Tomado o Município de Atibaia como referência de risco zero de ocorrência, este aumenta em cerca de 40% no caso de São José dos Campos e atinge quase 90% em Campinas. Nesses dois últimos casos, além da temperatura, pôde ser evidenciado, com nível de significância estatística, que outros fatores ambientais contribuem para esse aumento.

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