CAUBÓIS DO PANTANAL

Capa do Livro Caubóis do Pantanal

Páginas: 112

ISBN: 978-85-8009-079-6

Edição: 1ª

Lançamento: 2013

Editora: Carlini & Caniato

Não foi o homem e, sim, o cavalo quem conquistou o Pantanal. Os europeus fizeram sucessivas expedições pela planície do Pantanal em busca do Eldorado. Muitos cavalos fugiram, sobreviveram, agruparam-se e se reproduziram. Livres nas pastagens naturais, eles prosperaram por quatro séculos, ao ritmo das cheias e vazantes. E forjaram uma raça, sob pressão de uma seleção natural em que a dinâmica da água foi fundamental.

Trata-se de um caso único de cavalo “anfíbio”. O livro “Caubóis do Pantanal” mostra como o Cavalo Pantaneiro é capaz de pastar embaixo d’água, sem respirar. E de passar meses com as pernas dentro d’água. Selecionado dos pés à cabeça pelas águas, miúdo, frugal, resistente, com casco fechado, o peito amplo e a garupa pequena e inclinada, o Cavalo Pantaneiro é, no formato, o contrário dos padrões de beleza para equinos. Seus aparentes defeitos, as águas do Pantanal transformaram em virtudes insuperáveis como instrumento na criação e manejo do gado pantaneiro. E sobre um piso de água, entre o cavalo e o céu pantaneiro, está o peão.

Os peões mantêm um forte vínculo de trabalho e amizade com seus patrões, baseado em honra, confiança e compadrio. Eles gerenciam com ampla autonomia o seu trabalho, habituados com a vida rude do campo e com a lida do gado no Pantanal. Atento às águas, a qualquer prenúncio de cheia, o peão leva o gado para pastagens mais altas, nas “cordilheiras”. E o protege de atoleiros, águas traiçoeiras, ataques de onças, além de cuidar de suas enfermidades e ferimentos. Em cheias maiores e prolongadas, sitiados pelas águas, os rebanhos dependem dos peões para sobreviver. Os Caubóis do Pantanal são um símbolo da resistência contra o avanço da destruição de seu meio ambiente e de seu modo de vida tradicional. Eles são a alma da região pantaneira.

O fotógrafo Izan Petterle escolheu a relação entre homens do campo e seus companheiros de lida, os cavalos, como ponto de partida de sua carreira de documentarista, 20 anos atrás. Suas fotos ilustram e ampliam o texto de do pesquisador Evaristo E. de Miranda, amante do Pantanal e desse sistema de integração entre homens e natureza que é a sustentável pecuária pantaneira.

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