O ÍNTIMO E O INFINITO – O UNIVERSO DAS CIÊNCIAS E O COSMOS DAS RELIGIÕES

Capa - O Íntimo E O Infinito

Páginas: 208

ISBN: 978-85-326-2457-4

Edição: 1ª

Lançamento: 2011

Editora: Vozes

Quem nunca contemplou a imensidão de um céu estrelado? Absorvidos pela beleza da Via Láctea, esquecemos o cotidiano e nos interrogamos sobre a existência e o sentido de realidades infinitas como o espaço sideral, com suas galáxias e constelações. Essa imensidão tão próxima e visível – e ao mesmo tempo tão distante e impenetrável – interpela. O Universo tem sentido? Ele é inteligível? O Universo pode ser apreendido e compreendido dentro de alguma lógica conhecida?

Este livro percorre os resultados, as certezas e incertezas em torno da questão da inteligibilidade do Universo por parte da ciência e da religião, recorrendo às mediações da filosofia, sem entrar em detalhes técnicos ou hermenêuticos.

As últimas descobertas da ciência sobre a origem, a estrutura, a natureza e a dinâmica do Universo são apresentadas de forma didática na primeira parte do livro. Já as visões das religiões sobre o Cosmos, com ênfase na perspectiva cristã, são apresentadas na segunda parte do livro.

O livro deixa claro e explora as diferenças entre problemas e mistérios no conhecimento do Universo. Os problemas científicos são questões, podem ser definitivamente respondidas e permitem avançar ao próximo problema: Há um planeta em volta dessa estrela? Sim ou não? Há condições para a existência de vida nesse planeta? Sim ou não? Podem-se detectar evidências de vida nesse planeta? Sim ou não? Com os mistérios, as coisas não funcionam assim. Os mistérios colocam questões sobre as quais retornamos e as revisitamos, repetidas vezes, enquanto vai crescendo o nosso entendimento. Deus criou o Universo? Qual o sentido do Universo? Porque existe o mal? Qual o sentido da salvação trazida por Jesus? Essas questões nunca serão exauridas.

Inconfundíveis, ciência e religião trazem contribuições próprias à compreensão do Universo. O autor mostra como para chegar-se à convivência pacífica dos dias de hoje, afastadas da indiferença ou do conflito, foram necessárias muitas rupturas. Os sistemas de sentido (religião) e os sistemas explicativos (ciência) prosseguem seus caminhos de forma autônoma e paralela. Quem sabe eles se encontrarão, um dia, no infinito?