SISTEMAS ORBITAIS E GEOPROCESSAMENTO: INFORMAÇÃO PARA UMA INTEGRAÇÃO SINERGÉTICA

(17/06/2014)

Evaristo Eduardo de Miranda

Gisele Silveira Valim Bertinato

Carlos Fernando Assis Paniago

 

Sensoriamento remoto e geoprocessamento caminham juntos. O desenvolvimento de novas plataformas orbitais tem sido muito grande e será ainda maior nos próximos dez anos com a crescente privatização do espaço e o redimensionamento das políticas espaciais nacionais. se a cartografia já era tributária dos sistemas orbitais, com a chegada dos satélites de alta resolução espacial (1 a 3m) e dos sensores hiperespectrais as relações entre o sensoriamento remoto e o geoprocessamento evoluirão para um outro patamar tecnológico e operacional. A ampla interação entre GPS e cartografia – indissociáveis em muitos casos e trabalhos – é apenas um pequeno exemplo dos novos eventos sinergéticos que estarão ocorrendo entre esses dois campos de aplicação do conhecimento. Um veículo integrador privilegiado da informação cartográfica e espacial está sendo a Internet. E foi através da Internet que o Núcleo de Monitoramento Ambiental e de Recursos Naturais por Satélite (NMA) da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA), sediado em Campinas, está desenvolvendo um projeto piloto de disponibilização de informações sobre os principais sistemas orbitais de interesse para o geoprocessamento e a cartografia agrícola e ambiental.

O projeto busca preencher uma lacuna de informação para os profissionais do geoprocessamento no tocante as características das principais famílias ou sistemas orbitais, operacionais ou previstos para os próximos anos. Sob o título de Sistemas Orbitais, o NMA está estruturando um banco de dados acessível através da Internet na home-page da unidade de pesquisa. As páginas foram montadas visando um público usuário do geoprocessamento e da cartografia digital que tem ou poderá ter no sensoriamento remoto uma importante fonte de informações para o seu trabalho. O sistema prevê alguns blocos principais de informação: os sistemas orbitais, as efemérides, um glossário e os links de interesse. A própria Internet tem sido utilizada no sentido de prover as informações técnicas requeridas. Após análise da equipe técnica do NMA, elas compõe a home-page.

Como apoio para a alimentação e manutenção do projeto foram utilizados um microcomputador PC 486 com software de captura e edição de imagens, uma estação Sun Sparc em ambiente UNIX e editores VI e XV, além do Netscape. Apesar de uma evolução constante, atualmente os Sistemas Orbitais do NMA informam o cliente ou usuário sobre 36 satélites, sensores ou plataformas orbitais: ADEOS, ALMAZ, ALOS, ARGOS, CBERS, CLARK, COSMOS, DASA, DMSP, EARLYBIRD, EOS, ERS, GDE, GOES, GPS, IRS, JERS, LANDSAT, LEWIS, METEOR, METEOSAT, NOAA, OKEAN, ORBVIEW, POLDER, RADARSAT, RESOURCE, SACI, SCD, SICH, SIR-C, SPACE IMAGE, SPIN, SPOT, SPOT VEGETATION e SSR. Em cada sistema ou plataforma orbital pode-se obter informações sobre oito tópicos principais: características da(s) órbita(s), país ou região de origem, características principais da missão, instrumentos a bordo, status operacional, principais aplicações no campo do geoprocessamento e do monitoramento ambiental, pesquisas realizadas ou em curso no NMA e exemplos de imagens e resultados obtidos.

O sistema está em construção e recebe, via Internet, comentários e críticas constantes da comunidade dos usuários das informações. Ele pode ser acessado na home-page do NMA através da seguinte URL: http://www.nma.embrapa.br/satelite. Esse sistema de informações deverá estar concluído, no tocante ao essencial das informações de interesse ao geoprocessamento, no início de 1997.

 

Publicado em:

MIRANDA, Evaristo Eduardo de ; BERTINATO, G. S. V. ; PANIAGO, C. F. A. ; BATISTELLA, M. . Sistemas orbitais e geoprocessamento: informação para uma integração sinergética. In: GIS BRASIL’97, 1997, Curitiba, PR, 1997.

 

 

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