QUANDO PLANTAS VALIAM OURO

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Espionagem, pirataria e amor pela ciência explicam um segredo histórico do Jardim Botânico do Rio de Janeiro, criado em 1809

(10/06/2011)

Evaristo Eduardo de Miranda

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Pegue um punhado de chá da china, palmeiras da ilha Maurício, jacas da Índia, flores da Indochina, abacates da Guiana Francesa, nozes-moscadas da Indonésia: pronto, temos um tesouro. Na era das grandes navegações, até o início do século 19, zanzar pelos sete mares com uma carga de diversidade vegetal era uma jornada tão valiosa e arriscada quanto transportar baús cheios de dobrões de ouro. O monopólio de certas plantas, base de culturas agrícolas lucrativas, como as especiarias asiáticas que impulsionavam as longas travessias marítimas, era, acima de tudo, uma conquista comercial.

Foi esse trânsito intenso de espécies que deu origem aos maiores jardins botânicos tropicais do mundo – espaços nos quais as nações se dedicavam a cultivar plantas exóticas, de modo a, entre outras questões, adaptá-las ao plantio em larga escala. Um jardim botânico, em síntese, é um mostruário da biodiversidade global. E a história deles é repleta de disputas, cobiça, manobras políticas, roubos, guerras. As espécies reunidas nessas ilhas de riqueza natural ocultam segredos de Estado e lições de economia.

No Brasil, os primeiros jardins, criados no século 18 em Belém, Olinda, Vila Rica, Salvador e São Paulo, eram tratados como joias da coroa. O do Rio de Janeiro só foi concebido após a chegada da família real, em 1808, por ordem de dom João VI. O segredo de sua origem, porém, está em uma coleção de raros e cobiçados vegetais importados de um dos maiores, mais misteriosos e protegidos jardins de plantas da época, situado na ilha Maurício, em pleno oceano Índico.

O personagem inicial dessa aventura de biopirataria e espionagem é o botânico francês Pierre Poivre, um incansável “viajante filosófico”. Nascido em Lyon, em 1719, Poivre foi educado como seminarista. Estudou teologia nas Missões Estrangeiras em Paris, além de história natural. Aos 21 anos, viajou para a Ásia para evangelizar as regiões de Cantão e Macau, na China, e Fai-Fo, no Vietnã. Em seu retorno à França, quando estava entre Sumatra e Bornéu, foi atacado por ingleses e teve sua mão direita arrancada por uma bala. Transferido ao navio britânico, sem cuidados, teve o braço amputado por gangrena. O drama encerrou sua carreira religiosa: um missionário não podia abençoar com a mão esquerda.

Mas assim nasceu um mercador: chegando à Batávia (hoje Jacarta), Poivre aproveitou a convalescença para estudar o comércio florescente de noz-moscada e cravo, cujos fardos perfumados eram armazenados em hangares de pedra e protegidos por arcabuzeiros mal-humorados. O negócio era a espinha dorsal do comércio dos Países Baixos, com seu controle sobre as ilhas Molucas, na atual Indonésia, a única terra do planeta produtora dessas joias. A forca era o destino de quem roubasse mudas. Apesar da vigilância, Poivre conseguiu zarpar das Molucas com 19 nozes-moscadas no forro da jaqueta. As plantas, porém, não prosperaram.

O projeto de Poivre era acabar com o monopólio holandês das especiarias. Mas como cultivar as mudas? Onde? O francês vislumbrou como laboratório ideal à adaptação de novas espécies tropicais a ilha Maurício, na costa africana do oceano Índico. Descoberta pelos portugueses em 1505, Maurício foi tomada pelos holandeses em 1638, que assim a batizaram em honra ao príncipe Maurício de Nassau. Quando os franceses a ocuparam, em 1715, sob o reinado de Luís XV, a renomearam ilha de França, e ela tornou-se ponto de apoio para sua Marinha.

Poivre convenceu a Companhia Francesa das Índias Orientais dos méritos de introduzir noz-moscada, cravo e outras especiarias na ilha de França. O primeiro governador local, Mahé de Bourdonnais, entre 1735 e 1746, estabeleceu sua residência em um local chamado de Pamplemousses, o nome francês das toranjas. Nos arredores, organizou um jardim no qual se cultivaram frutas e legumes para abastecer barcos que faziam escala na ilha. Entre 1750 e 1755, Poivre embarcou em novas jornadas às ilhas Molucas, onde, apesar de enfrentar muitos perigos, teve êxito na obtenção de 3 mil frutos de noz-moscada e de outras plantas. Quando todas essas plantas também morreram, uma sindicância apurou que Fusée-Aublet, diretor do jardim experimental da ilha, sabotava os esforços de Poivre, por ciúme e mesquinharia – chegando, inclusive, a mergulhar as sementes em água fervente.

Decepcionado, Poivre regressou à França em 1756. Seu interesse por botânica, agricultura, comércio e recursos do Extremo Oriente o levaram à Academia de Ciências, Letras e Artes de Lyon. Também publicou suas aventuras no livro Voyages d’un Philosophe. Casou-se. Luís XV o fez nobre e lhe concedeu a Ordem de Saint-Michel.

Então, em 1766, a ilha de França novamente entrou em sua vida: ele foi nomeado intendente da possessão francesa. Durante cinco anos, Poivre organizou expedições para o mar de Célebes, no Pacífico, trazendo mudas de especiarias e plantas exóticas, além de propiciar diversas trocas de espécies com a Guiana e as Antilhas. Também adquiriu a antiga propriedade de Mahé de Bourdonnais: foi o início do centro de aclimatação de espécies, no bairro de Pamplemousses. As coleções não paravam de aumentar, com plantas vindas da África, Índia, Malásia, Polinésia, Indochina e das Américas.

Em 1772, o monopólio holandês das especiarias foi definitivamente quebrado, quando os navios franceses Necéssaire e Isle de France retornaram das Molucas carregados de mudas de cravo e noz-moscada. Poivre teve o cuidado de também introduzi-las nas ilhas de Madagáscar, Reunião e Seychelles e na Guiana Francesa. A partir de então, as colônias francesas seriam capazes de competir com as Molucas. O jardim de Pamplemousses, com mais de 600 espécies importadas dos quatro continentes, era modelo. E de lá, em 1809, veio uma contribuição extraordinária à biodiversidade brasileira e ao recém-nascido Jardim Botânico do Rio de Janeiro.

 

Assim como a França, a partir de 1760, a coroa portuguesa começou a organizar uma rede voltada à biodiversidade em seu espaço ultramarino. Essa rede envolvia pesquisa científica, expedições exploratórias, jardins e hortos botânicos, criação de coleções, cultivo e domesticação de plantas exóticas, controle de rotas e abastecimento de mercados consumidores de produtos agrícolas, com ênfase nas espécies tropicais de uso alimentar, farmacêutico, na construção civil e naval. O Jardim Botânico da Ajuda, em Lisboa, coordenava essas coletas e os estudos.

Na década de 1790, o conde de Linhares, dom Rodrigo de Souza Coutinho, ministro da Marinha e Ultramar do príncipe-regente dom João, obcecado pela biodiversidade, expediu reiteradas ordens e cartas para a constituição de jardins botânicos em todo o Império Português. O Horto Público de São José foi instalado com sucesso em Belém, no Pará, com quase duas centenas de plantas da Amazônia (baunilha, cacau, cravo-da-terra, copaibeira, seringueira, casca-preciosa), da África e da Ásia. Parte dessas plantas foi furtivamente obtida do Jardim Botânico de Caiena, na Guiana Francesa, como a fruta-pão, o abacate e o cravo-da-índia.

Com a chegada da família real ao Brasil, em 1808, a rede de jardins oficiais no território brasileiro ganhou força. Foi criado o Real Horto Botânico da Lagoa Rodrigo de Freitas, hoje o Jardim Botânico do Rio de Janeiro. E, com a tomada de Caiena, na Guiana Francesa, em 1809, Portugal ganhou a posse de um complexo agrícola, formado pelo jardim de aclimação Habitation Royale des Épiceries, conhecido como La Gabrielle. Um lote inicial de 82 espécies de Caiena foi enviado ao horto de Belém ainda em 1809. O marques de Queluz, João Severiano Maciel da Costa, organizou a transferência sistemática de mudas e sementes ao Brasil. Aos poucos, ele transferiu para Belém todo o acervo de La Gabrielle, incluindo a variedade de cana-de-açúcar até hoje conhecida como cana-caiana (ou seja, “cana de Caiena”).

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A sorte soprava para o lado do Brasil nessa época: antes de essas primeiras remessas de Caiena chegarem ao Rio de Janeiro, via Belém, o Real Horto recebeu um aporte inesperado e providencial de mudas e sementes. A origem? O maior e mais importante jardim botânico tropical do planeta, o de Pamplemousses, na ilha Maurício.

Em 24 de maio de 1808, a nau portuguesa Conceição de Santo Antônio, carregada de mercadorias, cumpria a rota de Goa, na Índia, a Lisboa quando foi atacada por franceses do navio Revenant, na costa da África do Sul. A luta foi intensa. A tripulação portuguesa acabou dominada, aprisionada e enviada para ilha de França, à qual chegaram apenas um mês depois.

Entre os nobres e os oficiais da Armada Real portuguesa feitos prisioneiros estavam o chefe-de-divisão Luiz de Abreu Vieira e Silva, o senador de Macau, Raphael Bottado de Almeida, e alguns oficiais da fragata Princeza do Brasil, que naufragara à entrada de Goa. Sua condição hierárquica garantiu-lhes certas regalias, como ficar alojados na Maison Despeaux, dentro de um parque murado de cerca de 2 hectares. A ilha de França tornara-se famosa em toda a Europa, saudada como um éden tropical, um paraíso terrestre, graças ao romance Paulo e Virgínia, de Bernardin de Saint-Pierre.

Homem ilustrado, muito interessado por botânica, Luiz de Abreu conseguiu fazer visitas a diversas partes da ilha, sob o argumento elogioso de desejar conhecer os locais descritos no romance francês. Nessas saídas, ele e o senador de Macau visitaram o jardim de Pamplemousses. Os dois elaboraram um plano para retirar e trazer ao Brasil boa parte dos tesouros vegetais reunidos no paraíso criado por Pierre Poivre.

Em plena era napoleônica, a ilha de França estava enfraquecida e isolada. Com diligência, segredos, recursos do senador de Macau e provável pagamento de resgate, Luiz de Abreu “obteve do general Decaen, governador da ilha, armar, à custa dos prisioneiros portugueses, um navio parlamentário que os conduziria ao Rio de Janeiro”, conforme relato de Francisco Solano Constâncio em sua obra História do Brasil, de 1839. O termo naval “navio parlamentário” designava a embarcação que conduzia quem ia parlamentar com o inimigo para apresentar proposta ou informação de interesse comum. Neste último caso, os indicados para parlamentar com os portugueses eram os próprios lusitanos!

Luiz de Abreu obteve não apenas o navio mas ainda a libertação de 200 prisioneiros portugueses e trouxe ao Brasil 20 caixotes com mudas e sementes de plantas raras. A cabine de Luiz de Abreu foi transformada em uma espécie de estufa, onde ele dedicava até parte de sua cota de água doce à manutenção das mudas que retirara do Jardim Botânico de Pamplemousses. O destino da embarcação foi o Rio de Janeiro, a nova capital do Império Português.

O Real Horto Botânico da Lagoa Rodrigo de Freitas, recém-criado nas terras de um engenho, recebeu o carregamento de plantas e sementes de grande interesse agrícola e comercial. O botânico e frei José Mariano Veloso, outro mestre na biodiversidade da época, relatou: “Luiz de Abreu, tendo obtido meios de fugir, conseguiu, afora de muitos perigos e sacrifícios, apoderar-se de plantas que pôde embarcar em caixotes e trazer para o Rio de Janeiro. Ofereceu-as a D. João, que as fez plantar em seu Real Horto. Foram as primeiras plantas aí introduzidas”.

A carga incluía cânfora, cravo-da-índia, canela, noz-moscada, manga, lichia, cajá, abacate, acácia, nogueira, abricó, fruta-pão e a famosa palmeira que o próprio dom João plantou. A partir dali, a espécie ficaria conhecida como palmeira-imperial, e o exemplar plantado como “palma mater”, assim denominado porque dele descendem as primeiras palmeiras do Brasil.

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Essa árvore foi lamentavelmente destruída por um raio em 1972. Tinha quase 40 metros de altura (seu tronco encontra-se no Museu Botânico). Em seu lugar foi plantado outro exemplar, oriundo de uma semente da árvore original. A viagem dos genes dessa palmeira, como os dos americanos abacate e cajá, fora enorme. Originária das Caraíbas, na América Central, a palmeira foi aclimatada no jardim La Gabrielle, na Guiana, e levada à Maurício, no Índico, pelos franceses até ser, enfim, introduzida no Rio de Janeiro.

No ano seguinte à fuga de Luiz de Abreu, o jardim de Pamplemousses já estava em mãos inglesas e entrou em decadência. Enquanto isso, as possessões portuguesas na Ásia e na África contribuíam com o envio de novas espécies ao Rio de Janeiro. Abreu acompanhou o sucesso do plantio das mudas e sementes que subtraíra aos franceses e articulou a remessa de espécies desconhecidas da Ásia, sobretudo mudas de chá.

O senador de Macau enviou da China as primeiras mudas de chá ao jardim botânico. Assim relata o frei Veloso em sua obra Flora Fluminensis: “Em 1812, sob insistentes pedidos do chefe-de-divisão Abreu, Raphael Bottado de Almeida, que o auxiliara na fuga, enviou de Macau, por intermédio do capitão-tenente Joaquim Epiphanio de Vasconcellos, comandante do brigue Vulcano, as primeiras sementes de chá […]”. Sua aclimatação foi um sucesso. Em 1814, o conde de Linhares mandou trazer de Macau um grupo de lavradores chineses, experimentados na cultura do chá, para dar dimensão comercial ao plantio.

O cultivo do chá expandiu-se em direção à área da lagoa Rodrigo de Freitas e às terras bem drenadas do bairro da Gávea. O local habitado pelos chineses, na parte mais alta da floresta da Tijuca, terminou conhecido como Vista Chinesa – hoje é um destacado ponto turístico do Rio de Janeiro, dentro do Parque Nacional da Tijuca, e o maior monumento em homenagem a um país oriental na América Latina.

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A plantação de chá atingiu 6 mil pés com até seis safras anuais, e a produção interessou fazendeiros de Minas Gerais e São Paulo. Os paulistas também importaram lavradores chineses, mas as tentativas de exportação – um dos sonhos de dom João VI, que imaginara o chá mais promissor que o café – fracassaram. Em que pese a qualidade do chá do Brasil, o monopólio inglês do comércio asiático do produto e sua competitividade inviabilizaram as vendas para a Europa.

Dom Pedro I abriu as portas do jardim ao público e nomeou seu primeiro diretor o frei Leandro do Sacramento. Carmelita, membro das academias de ciências de Munique e Londres, o frei Leandro foi o primeiro professor de botânica da Real Academia Médico-Cirúrgica do Rio de Janeiro. Verdadeiro doutor em biodiversidade, deu grande impulso ao local: recuperou a área, ampliou o intercâmbio de sementes e restaurou as plantações de chá. Em pouco tempo, na capital federal, só se bebia chá do jardim botânico.

Com os anos, as espécies ditas exóticas, trazidas dos quatro continentes, ampliaram nossa biodiversidade, se aclimataram e se difundiram por todo o Brasil. Os coqueiros asiáticos parecem fazer parte da paisagem natural das praias nordestinas; o café, o feijão, o arroz, a laranja, a soja e a cana-de-açúcar são a base de nossa agricultura; as jaqueiras e mangueiras arborizam ruas e praças de cidades brasileiras.

Mas o que restou dos cravos-da-índia, cânforas, canelas, moscadeiras, mangueiras, lichias, cajás, abacates, acácias, abricós, frutas-pão, palmeiras e outras plantas trazidas da ilha Maurício ao Rio de Janeiro? Muita e pouca coisa.

Os sobreviventes dessa aventura completaram 200 anos, uma idade a que poucas árvores e arbustos cultivados podem chegar. A Coordenação de Coleções Vivas do Jardim Botânico tem feito um trabalho constante de manutenção dos exemplares mais antigos. A maioria situa-se nas proximidades da Fábrica de Pólvora e do Centro de Visitantes, a outrora sede da fazenda, os dois núcleos mais antigos. É necessário mais de um dia para visitar boa parte dessas raridades.

Uma provável e derradeira árvore de fruta-pão trazida por Luiz de Abreu da ilha Maurício foi dada como morta recentemente. Entretanto, surgiram brotações na porção basal do caule. O velho tronco está lá, perto da entrada aos visitantes. Entre as palmeiras locais figuram exemplares muito antigos, caso de uma espécie endêmica da ilha Maurício, a palmeira-garrafa, cuja forma do estipe lembra o vasilhame.

Das nozes-moscadas, o registro perdurou até 1922. Provectas, elas morreram de velhice, sem deixar descendência conhecida, após produzir milhares de preciosas nozes. Duas mudas de cravo da mesma jornada sobreviveram. Duas canforeiras, com seu odor característico, ainda marcam o limite do jardim botânico, no cruzamento das ruas Pacheco Leão e Jardim Botânico, tendo ao fundo a figura do Cristo Redentor. Da aventura do chá resta hoje um único arbusto, vigoroso. Nos caixotes de Luiz de Abreu vieram mudas de mangueira, mas a árvore já estava difundida no Brasil, plantada em sedes de fazendas.

Talvez a mais emblemática das antigas árvores trazidas até o solo carioca, porém, seja a “jaqueira do frei Leandro”. A maior obra do carmelita foi a escavação do lago central, que ele acompanhou muitas vezes sentado à sombra da jaqueira. Qualquer visitante pode fazer como ele: descansar aos pés da velha testemunha dos caixotes lotados de biodiversidade vindos da ilha Maurício, e dali contemplar a beleza e a harmonia do mais importante jardim botânico do Brasil.

A VIAGEM DAS ESPÉCIES

Boa parte das plantas do Jardim Botânico do Rio de Janeiro foi trazida pelo chefe-de-divisão Luiz de Abreu do jardim de Pamplemousses, na ilha Maurício. Outras vieram de Caiena e de Macau (abaixo, alguns exemplos). O espaço carioca tem área de 144 mil hectares e reúne 18 mil exemplares de mais de 3,1 mil espécies de todo o mundo.

1. Da ilha Maurício – 1809

Cicas (Cycas rumphii), canfoneira (Cinnamomum camphora), cravo (Syzygium aromaticum), noz-moscada (Myristica fragans), palmeira-imperial (Roystonea oleracea).

2. De Caiena, na guiana francesa – 1810

Flamboyant (Delonix regia), jambo (Eugenia malaccensis), árvore-do-dinheiro (Dillenia indica), cana-de-açúcar, tamarindeiro (Tamarindus indica), abacateiro (Persea gratíssima).

3. Da China, via Macau – 1812

Chá (Camellia sinensis), resedá ou extremosa (Lagerstroemia indica), estrela-de-anis, ou anis-estrelado (Illicium verum).

 

Publicado em:

MIRANDA, Evaristo Eduardo de . Quando as plantas valiam ouro. National Geographic, v. 1, p. 82-97, 2010.

1 comment for “QUANDO PLANTAS VALIAM OURO

  1. 9 de maio de 2015 at 16:11

    Muito bom

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