O MUNDO TEM FOME


(17/06/2014)

Evaristo Eduardo de Miranda

O desafio dos próximos anos é o de produzir alimento suficiente para mais de dois bilhões de pessoas. A população mundial segue crescendo, e sua renda ainda mais. As economias dos países em desenvolvimento estão aquecidas. Há uma década, a Índia cresce a 9%, a China a mais de 10%. O PIB da África é o que mais cresce no mundo: 5% ao ano, seguido pelo da Ásia 4,5% e América Latina 3,9%.

O aumento da demanda por alimentos deve-se ao crescimento econômico e ao incremento da renda das famílias. A ocidentalização do hábito alimentar de asiáticos e africanos prossegue. As famílias buscam as proteínas animais: bovinos, frangos, suínos etc. Isso estimula a produção de carne e de vegetais, como a soja, destinados à alimentação de gado, frangos e suínos. As exportações de soja e de carnes do Brasil crescem sem parar.

Há três grandes caminhos para atender à demanda por alimentos: ampliar a área cultivada, aumentar a produtividade da agricultura e programar novas opões de produção. O Brasil e a América Latina dispõem de 30% de toda terra arável do planeta. Mas isso implica em desmatamentos. A opção mais sustentável é ampliar a produtividade agrícola pela tecnologia. A produção de grãos cresceu 140% nos últimos 16 anos no Brasil, com base na eficiência tecnológica. Uma nova opção emerge com força: os organismos geneticamente modificados (OGMs) ou transgênicos. Animais OGMs apresentam crescimento rápido (salmão), produzem medicamentos (ovelhas), um esterco mais limpo (porco) ou um leite de melhor qualidade (cabras). Plantas OGMs têm maior resistência a pragas e doenças, exigem menos agrotóxicos e produzem alimentos mais nutritivos. Caberá ao consumidor indicar suas preferências.

Publicado em:

MIRANDA, Evaristo Eduardo de . O mundo tem fome. Brasil Cristão, Campinas – SP, p. 20 – 20, 01 jul. 2010.

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