NADA SE CRIA, NADA SE PERDE, TUDO SE TRANSFORMA


(17/06/2014)

Evaristo Eduardo de Miranda

Cena comum em cidades brasileiras: pessoas lançam lixo da janela de seus carros, em pleno movimento. É como se tudo que passasse pela janela de um carro fosse capaz de desaparecer: cigarros, sacos plásticos, papéis, cascas de frutas, latas de cerveja… O desrespeito ao meio ambiente e a falta de urbanidade levam ao entupimento de bueiros; à proliferação de doenças; ao assoreamento dos córregos e às inundações, e vitimam os habitantes das cidades. O mesmo pode ser observado nos cursos d’água. Eles são o destino final de pneus velhos, restos de mobília, esgoto e lixo doméstico.

É como se, por milagre, as águas pudessem fazer tudo sumir. Indústrias e até países fazem o mesmo ao enterrar seus resíduos sólidos e o lixo atômico. Ao “esconder” o lixo, sucatas e resíduos, com uma camada de terra ou no fundo de um rio, nada desaparece. “Na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma”. Essa frase foi enunciada em 1774 pelo químico francês Antoine Lavoisier e resume o Princípio da Conservação de Massa.

Lavoisier foi um dos pais da química moderna e muito contribuiu para afastar essa ciência das crenças sem fundamento da alquimia. Durante a barbárie da Revolução Francesa, Lavoisier foi guilhotinado a 8 de maio de 1794. O Terror e a Revolução Francesa passaram e os ensinamentos de Lavoisier não se perderam. Eles servem de base, até hoje, aos princípios de sustentabilidade. Eles são a base da verdadeira educação ambiental. A Terra não é um reservatório inesgotável, nem um depósito capaz de receber infinitos resíduos. A sustentabilidade ambiental exige um comportamento responsável dos cidadãos, comunidades, empresas e governos: reduzir os desperdícios, aprendendo sempre a reutilizar e reciclar.

Publicado em:

MIRANDA, Evaristo Eduardo de . Nada se cria, nada se perde, tudo se transforma. Brasil Cristão, Valinhos / SP, p. 20 – 20, 01 jan. 2010.

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