MUDANÇAS CLIMÁTICAS E GESTÃO TERRITORIAL DA AGROENERGIA


(17/06/2014)

Evaristo Eduardo de Miranda

– Novas oportunidades para o mercado de geotecnologias –

Em tempos de efeito estufa e mudanças globais, duas preocupações mobilizam a opinião pública: como reduzir emissões e como retirar o “excesso” de gás carbônico da atmosfera. As soluções de grande magnitude estão na intensificação da agricultura brasileira combinada ao uso de geotecnologias.

A primeira é a cana de açúcar. Ela retira da atmosfera mais de 50 toneladas de carbono por hectare em sua massa verde. Ela produz etanol, um combustível renovável. Muitas usinas utilizam as caldeiras para gerar energia elétrica. A cana já representa 14,6% da nossa matriz energética e quase empata com a energia hidrelétrica. A alcoolquímica substituirá no futuro os derivados de petróleo na indústria. Geotecnologias contribuem na localização de novos empreendimentos, em estudos de seus impactos e no monitoramento de sua dinâmica espacial. A segunda solução está no cultivo de florestas. Cerca de 80% do carvão vegetal e da lenha já vem de reflorestamentos, evitando o desmate. Outros plantios garantem a produção de papel, celulose e madeira. O geoprocessamento tem amplo uso no setor florestal. A recuperação de reservas florestais, até para obter créditos de carbono pelo Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL), também passa pelo uso de geotecnologias. A terceira contribuição agrícola está na substituição de derivados de petróleo através do Biodiesel, H-Diesel e Diesel Verde com os óleos vegetais, apoiada numa expansão de cultivos carente de informações geográficas.

Com temperaturas mais elevadas, países de clima temperado se interessarão cada vez mais pelas tecnologias para agricultura tropical desenvolvidas no Brasil e por seus sistemas de gestão territorial. A palestra indicará novas áreas e iniciativas nesse campo para o mercado das geotecnologias.

and from 5 to 10 topics under the format of questions that your conference will address.

Quem pode contribuir mais para mitigar os efeitos das mudanças climáticas: a cidade ou campo, o cidadão urbano ou o agricultor, indústria ou agricultura?

Qual é a dinâmica espacial da agricultura brasileira? Para onde se desloca o centro de gravidade geográfico do agronegócio brasileiro?

Quais são as quantificações e o monitoramento cartográfico disponível sobre essa dinâmica alimentada pelo programa nacional de agroenergia?

Em termos geográficos, o que representa a atual expansão do cultivo da cana de açúcar no Estado de S. Paulo e no Brasil?

Quais os impactos ambientais e sociais decorrentes da expansão do etanol e das culturas oleaginosas para a produção de biodiesel?

Quais são as principais demandas de geotecnologias e serviços de geoprocessamento geradas pela expansão do programa de Biodiesel e do etanol no Brasil e no mundo?

Que produtos e serviços inovadores deveriam ser gerados para abrir novas oportunidades no mercado de geotecnologias face às mudanças globais e aos programas de mitigação estruturadas em escala empresarial, municipal, regional e nacional?

Publicado em:

Feira e Congresso Internacional de Geotecnologia. Mudanças Climáticas e Gestão Territorial da Agroenergia. 2007.

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