ENERGIAS RENOVÁVEIS


(17/06/2014)

Evaristo Eduardo de Miranda

Em 50 anos, nosso planeta deverá acolher mais três bilhões de habitantes. A demanda energética, que não cessa de crescer com o desenvolvimento econômico e social, será imensa. Para a sustentabilidade global, o ideal seria contar com energias renováveis, cujo uso não implica em maiores emissões de gazes de efeito estufa ou em geração de resíduos radioativos. Até onde as energias renováveis como etanol, eólicas e hidroelétricas são sustentáveis e substituirão o petróleo ou a fissão nuclear?

O Brasil é um campeão da energia renovável: 45% da sua matriz energética, enquanto a média mundial é de 13%. A cana de açúcar já representa 14% da matriz, mais do que as hidroelétricas (12%). A construção e operação de novas hidroelétricas deverão contribuir ainda mais nesse sentido. Nossa situação é excepcional. A meta de países avançados como a Suécia, é de chegar a 30% de energia renovável em décadas. Outros sequer cogitam essa possibilidade.

Mas energias renováveis também emitem CO2, principalmente na montagem e operação de seus sistemas. Para produzir 1.000 MW de potência, as eólicas consomem 360 toneladas de concreto, as barragens hidroelétricas 1.240 toneladas e uma central nuclear cerca de 560. O consumo de aço, que emite mais CO2 do que o concreto da construção civil, é de 125 toneladas para a eólica, 141 para a barragem e 60 na central nuclear. Um painel solar consome silício, obtido a altíssimas temperaturas. Esse gasto energético coloca a eletricidade fotovoltaica como a maior emissora de CO2 dentre as energias renováveis. A agroenergia segue a mais limpa: etanol e co-geração com o bagaço da cana; biodiesel com óleos vegetais; lenha e carvão das florestas energéticas.

Publicado em:

MIRANDA, Evaristo Eduardo de . Energias Renováveis. Brasil Cristão, Campinas – SP, p. 20 – 20, 01 abr. 2010.

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