QUINHENTOS ANOS DESCOBRINDO O BRASIL

(17/06/2014)

Evaristo Eduardo de Miranda

 

I – O Paraíso Terrestre Reencontrado

 

Vespucci dans sa description du Brésil y voit le paradis terrestre, les indiens seraient les 12 tribus perdues d’Israel (peut être oui dans un certain sens). Cette vision sera encore presente à l’époque du père Vieira. Entre 1510 e 1520, a coroa portuguesa manifesta preocupação com os recursos naturais. D. Manuel dá instruções e proibe o corte de uma lista de “árvores reais e paus de lei”, origem da expressão “madeira de lei”. O tema do paraíso terrestre leva D. João III a recomendar um amplo reconhecimento da terra descoberta. Surge o Tratado Descritivo do Brasil de Gabriel de Souza, estudo exaustivo de todo litoral, flora, fauna etc em 1587.

A ocupação territorial da zona costeira toma grande impulso e marca o século XVII com a abertura de fazendas de cana-de-açúcar e a expansão da pecuária, em detrimento da Mata Atlântica. Registros do que era esta floresta posta abaixo e descrições detalhadas de espécies da flora e fauna encontram-se em inúmeros relatos de jesuítas, capazes de separar a natureza (e os índios) do conceito corrente de “selvagem”.

O ciclo da mineração leva os colonizadores mais para o interior, abre novas estradas e deita, em seu leito e nos alicerces de todas as construções, imensas árvores de madeira nobre da mesma Mata Atlântica. Em torno de 1650, a retirada da mata para expansão urbana e o consumo de lenha e carvão nas proximidades das primeiras cidades já causa deslizamentos e assoreamentos de rios, tidos como veículos de doenças tropicais e infecções.

 

II- Coroa Portuguesa e Império Brasileiro: racionalidade com vistas ao futuro

 

Em 1760, novamente se manifesta a preocupação da coroa portuguesa, com o desperdício de recursos e o rei D. José expede um alvará real, determinando “a proteção das árvores mangues do Brasil”. Si nous avons autant de mangrove, il est pour quelque chose.

Cinco anos mais tarde, chega o governador de São Paulo, Antônio Botelho Mourão, o Morgado de Mateus, com cartógrafos e a firme determinação de planejar a ocupação do Brasil. Ele concebe um conjunto de cidades e estradas, ligando a foz do Prata a São Paulo, Goiás, Planalto Central e Belém, norteado pelo conceito de divisão por bacias hidrográficas, que ainda hoje o país luta em implantar para dar racionalidade ao desenvolvimento.

Em 1790 José Bonifácio denuncia as “desordens promovidas por feitores estúpidos e ignorantes na arte de pescar baleias”, em sua “Memória Primeira sobre as Baleias”. Bien avant le Greenpeace… 200 pages dediés à la défense des cetacées.

Napoleón invade Portugal. A família real foge para o Brasil e deixa os franceses, literalmente, a ver navios. D. João VI cria o Jardim Botânico e o Museu Nacional. No Rio de Janeiro, a presença da família real transforma a paisagem. Com a corte, em 1808, vieram 20 mil portugueses e muitos outros migraram nos anos seguintes, ampliando plantações e des-cobrindo novas áreas. A expansão da agricultura se volta para os morros, que se tornam instáveis sem a floresta e sob chuvas tropicais. Responsabilité des français dans le déboisement, surtout de la famille Taunay. A ocupação do interior se intensifica, assim como a criação de novas cidades. O café avança e com ele, a exaustão do solo e erosão. Em 1811, ocorrem grandes desmoronamentos, cobrindo o Rio de Janeiro de lama vermelha. O microclima muda e a disponibilidade de água potável diminui.

A independência ocorre em 1822. Em 1823, a primeira proposta de recuperação ambiental. José Bonifácio, que propõe à Constituinte a proteção das florestas e o replantio de árvores. Seguem-se anos de grandes secas e crise de abastecimento de água no Rio de Janeiro. Pensa-se na reforma agrária para reduzir o desmatamento.

Em 1850, tem início a imigração européia para o país e a consolidação das fronteiras nacionais, com grande expansão cafeeira pelo interior dos estados do Rio de Janeiro e São Paulo. Regiões inteiras perdem a cobertura vegetal. A Corte proibe o Ministro de Negócios e da Industria de promover novos desmatamentos para plantar café e ordena o reflorestamento das cabeceiras de vários rios, entre os quais o Maracanã.

Em 1861, Dom Pedro II, manda plantar em áres devastadas pelo café uma floresta com árvores nativas, na região da Tijuca e Paineiras, a única experiência governamental em grande escala de reflorestamento de nativas. E bem sucedida! Única floresta tropical reconstituída até hoje! Elle est tj là, autour du Christ, avec ses arbres bien alignés, là où les turistes rêvent de “nature”… D. Pedro II planejou estender essa experiência pelo país.

Consolidation des frontières amazoniennes. Protection des rivières et des sources minérales. D. Pedro II instalou o Laboratório de Fisiologia Experimental no Museu Nacional, a Escola de Minas de Ouro Preto, o Instituto Agronômico de Campinas, o Observatório Nacional, a Comissão Geológica. Et puis, il y a tj le jalon en pierre à Brasilia.

 

III- A Ré-Publica: devastação sem freios

 

Com a chegada da república (1889) e dos militares no poder, o positivismo e os interesses de curto prazo imperam. Nos primeiros anos do século XX, a devastação acelera e toma proporções brutais no Paraná e em Santa Catarina, onde se instala a Southern Brazil Lumber & Colonization, a maior serraria da história da América Latina. En échange de la construction d’un chemin de fer, les anglais (tj eux) ont droit à couper la forêt et vendre les terres à des colons européens. Em poucos anos, a floresta de araucárias é dizimada. A Lumber deixa graves prejuízos ambientais, desigualdades sociais e a guerra (Contestado ou Pelados – avec les 12 paires de France, Charles Magne, le beato etc).

Na Amazônia, dá-se o ciclo da borracha e quase se extinguem os peixes-boi, mortos aos milhares. Dóceis e indefesos, os peixes-boi eram abatidos para fornecer óleo e carne, com possibilidade de serem mantidos em pequenos cercados, como reserva de carne viva. Em 1937, é criado o primeiro Parque Nacional, o do Itatiaia, na divisa Rio de Janeiro-Minas Gerais. O marechal Cândido Rondon faz o reconhecimento e ocupação do interior do país, enquanto a industrialização atrai migrantes do campo para a cidade.

Entre 1960 e os anos 70, a “integração nacional” é a palavra de ordem e o “progresso” segue para o Norte e para o Oeste, com a construção das grandes hidrelétricas e das estradas – Belém-Brasília, BR-364, Transamazônica – de onde até hoje partem os principais agentes de devastação amazônica. Os incentivos fiscais inserem grandes empreendimentos e grandes fraudes ambientais no cenário da Amazônia. Os cerrados são gradualmente ocupados, des-cobertos como a nova fronteira agrícola. Organiza-se um grande levantamento dos recursos naturais com imagens de radar – o Radam Brasil – referência até hoje, mesmo com a precisão e a profusão das imagens dos atuais satélites ambientais.

Nas regiões industrializadas, poluição passou a ser oficialmente bem-vinda. Implantaram-se empresas estrangeiras sem os mesmos cuidados ambientais, que já existiam em seus países de origem. Do descontrole governamental sobre a indústria nascem aberrações como o Vale da Morte, em Cubatão, São Paulo, cujo símbolo mais trágico são as crianças nascidas sem cérebro e a explosão do gasoduto na zona residencial operária de Vila Socó.

IV- Emoção e Ética da Natureza

 

Ganha forças, na mídia e nas grandes metrópoles, um movimento ambientalista de reação ao desmatamento e à poluição. Taxado, nos primeiros anos, de subversivo, poético e indesejável, o movimento se transforma gradativamente nos anos 70 e 80, assumindo um caráter mais científico e afinado com movimento semelhantes do exterior. Universidades e instituições de pesquisa e, depois, os chanceleres, passam a ver as preocupações ambientais como algo sério. Controle da poluição e monitoramento ambiental entram no dicionário governamental. A criação de parques e reservas entra na pauta nacional. A falta de políticas de longo prazo e as contradições nas políticas de curto prazo, permitem que indústria e empreiteiras escapem ao controle e ao monitoramento crescentes, no Centro-Sul. Na Amazônia, a ausência de políticas e o excesso de burocracia, permitem que aventureiros tomem o lugar de empreendedores responsáveis na expansão da fronteira econômica.

Os anos 80 e 90 – em que pese todo o (enorme) avanço das organizações ambientalistas – ainda são marcados pela explosão do garimpo predatório, madeireiras clandestinas, queimadas, erradicação de remanescentes florestais, conflitos indígenas e fundiários. Um breve intervalo para a Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, a Eco-92, no Rio de Janeiro, em 1992. Um vácuo de ações concretas segue à conferência. Só às vésperas deste ano 2000, o país consegue retomar algum rumo na busca de soluções dos problemas ambientais, apesar da influência, negativa, do desemprego e dos altos e baixos da economia.

O Brasil, nos anos 90, adquiriu mais consciência ambiental; produziu mais ciência e mais tecnologias ambientalmente limpas; evoluiu no Direito Ambiental; criou parques e novos tipos de unidades de conservação; aprendeu a negociar suas posições e a buscar recursos para a preservação, no cenário mundial. Mas ainda pena para construir um novo milênio.

 

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