TERESA DE LISIEUX


Uma vida de Amor

(11/9/1998)

Evaristo Eduardo de Miranda

Grande escritora de cartas, poeta, autora de peças de teatro, entre as quais uma notável Joana d’Arc realizando sua missão, pintora de flores, Santa Teresinha é, como dizia com desdém uma de suas companheiras de convento, “uma artista”. Ela é sobretudo o que chamaríamos hoje uma marginal, que, durante toda a sua breve existência – Teresinha nasceu em Alençon em janeiro de 1873 e morreu em Lisieux em setembro de 1897 -. será sempre apontada com reprovação. Sua beleza, sua hipersensibilidade fazem dela uma mulher a parte. Na abadia onde ela era como uma estudante, como no carmelo onde era considerada como uma incapaz, Teresinha pagou caro pela sua diferença, que ela explicava assim: “Minha desculpa, é que eu sou uma criança.”

Graças aos céus, ela guardará sempre esse espírito de criança no qual buscará a inspiração de sua famosa “pequena via” e sua vontade declarada de tornar-se santa através de uma vida de amor. O que nos move nesta vida? Teresinha não hesita em responder que é o desejo. E o seu desejo radical não é o de ser boa, mas santa.

Essa jovem de fogo deveria ter vivido na Espanha, nos tempos de Teresa d’Ávila e de S. João da Cruz, a quem ela juntou-se nos seus mais sublimes arrebatamentos. Numa época devastada pelo medo do pecado mortal e pelo terror da condenação eterna, Teresinha trouxe o apaziguamento da esperança na infinita misericórdia de Deus… Ele não nos ama porque somos bons, mas para que nos tornemos bons…

(Adaptado de Jean Chalon – Thérèse de Lisieux – Une vie d’amour)

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