“COOPERAÇÃO” DE MARIA NA SALVAÇÃO


(2/6/2001)

Evaristo Eduardo de Miranda

Cristo é o operador.

Cooperação de Maria = serviço prestado a história da salvação. Resposta ativa

Maria medianeira ou mediadora = Cristo único mediador (1Tm 2,5).

Recusa da Academia Pontifícia Marial Internacional (1997): co-redentora. “título sobre o qual o Magistério alimenta reservas e afasta sistematicamente.”

Mas Deus escolheu de operar através dos homens, seus instrumentos.

Na comunhão dos santos todos têm o papel de mediador.

Essas “mediações” não desviam da Única, a comunicam e exaltam.

Cooperar é responder. Resposta ativa de Maria e dos santos.

Salvação é 100% obra de Deus pelo Cristo (solus Christus) no Espírito Santo.

Maria não agrega uma ínfima % a salvação, nesse sentido.

Fruto de uma iniciativa do Pai que olha a baixeza da sua serva (Lc 1,48).

Fruto da kenose do Filho que se despojou e humilhou-se (Fl 2,7-8).

Fruto da ação do Espírito que dispõe seu coração à obediência. Fiat.

A humildade de Maria é fruto da humildade do Filho.

Não ensinar uma deusa-mãe atrás dos traços de Maria.

Quando Deus coroa nossos méritos, coroa seus próprios dons (S. Agostinho).

Salvação = relação: receber/aceitar; acolher/obrar; ouvir/acolher.

Não somos instrumentos passivos: liberdade da fé e obediência (LG 56)

Quem te criou sem você, não te salvará sem você (S. Agostinho).

Nós somos cooperadores (synergoi) de Deus (1Co 3,8). Construção do Reino, da Igreja, do Templo e da Jerusalém celeste.

“Cooperação” de Maria igual a de toda pessoa justificada pela graça.

Nossas obras são totalmente um dom de Deus. Elas são totalmente o fruto da liberdade da pessoa humana sob a graça.

Toda resposta é a um tempo obra da graça de Deus e da liberdade suscitada pela graça no homem. Fato exclusivo do homem é a recusa da graça.

Trabalhai porque Deus produz em vós o querer e o fazer (Fl 2, 12-13)

Na cruz, “Jesus não precisava da ajuda de ninguém para nos salvar a todos” (S. Ambrósio). Maria sofre com seu Filho único, associa seu coração materno a seu sofrimento (L.G. 58) segundo o plano divino, mantém-se de pé (Jo 19,25). Aceita perder seu Filho Jesus e acolhe como filho o discípulo bem-amado.

Plenitude da obediência (Lutero)

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